Pesquisas e urna; quem vai acertar nesta eleição?

Afinal haverá segundo turno para governador em Mato Grosso? Se houver quem serão os dois candidatos na disputa? E a nível nacional, a eleição termina no próximo domingo, dia 7 de outubro, quando se realiza o primeiro turno? Haverá necessidade de segundo turno? E quem estará nesta disputa? Estas perguntas se fazem necessária diante de tantas pesquisas de intenções de votos que temos visto nestas últimas semanas. Em que pese praticamente todas demonstrem uma certa coerência na questão do topo eleitoral, presidente e governador, fica a grande dúvida. Será que os institutos estão corretos?

Nas duas últimas eleições o que se viu foram erros astronômicos nos resultados das urnas para os que foram apresentados pelos institutos, principalmente em Mato Grosso. Se todos eles dão como certa a liderança de Mauro Mendes (DEM) na disputa ao Governo do Estado não conseguem acertar efetivamente quem está na segunda colocação e muito menos afirmam se haverá ou não, pela primeira vez na história, um segundo turno ao governo no Estado e quem será o concorrente de Mauro Mendes. Existe uma dicotomia evidente entre os institutos sobre o segundo colocado.

Se as pesquisas para o Governo de Mato Grosso estiveram corretas, resta pouca chance de haver segundo turno em Mato Grosso. A peleja será encerrada no próximo domingo, então? Não me arrisco a este palpite, embora seja viável. Exatamente pelo erros que os institutos cometeram em eleições anteriores. Como dizem alguns filósofos contemporâneos: “Pesquisa eleitoral é cena de momento, não é filme”.

E a desconfiança fica maior ainda quando vemos a divulgação para o Senado Federal. Todos indicam a vitória de Jayme Campos (DEM). Mas ninguém crava quem leva a segunda vaga. Ora Carlos Fávaro (PSD) disputa esta vaga, ora ele está quase na rebeira da disputa. O mesmo acontece com Nilson Leitão (PSDB), Selma Arruda (PSL), Procurador Mauro (Psol) e Adilton Sachetti (PRB). Cada instituto indica uma coisa, numa intenção maluca de embaralhar a cabeça do eleitor. Mas será que embaralha? As urnas vão dizer qual instituto realmente mostrou ou se aproximou do acerto, deixando os outros em total descrebilidade.

Pior ainda é tentar avaliar os oitos vencedores para a Câmara Federal e os 24 para Assembleia Legislativa. Até hoje não vimos nenhum instituto acertar. Continuaremos não vendo. Estes votos só se definem mesmo na chamada boca de urna. Haverá surpresas.

E o que dizer das pesquisas nacionais para Presidente da República? Na eleição de 2014. Ibope e DataFolha davam Marina no segundo turno com Dilma. Aécio Neves foi para o segundo turno. Quase levou e fez a lambança de colocar o Brasil na crise, como reconheceu recentemente uma parte do PSDB. Em 2016 ambos os institutos davam que haveria segundo turno em São Paulo. João Dória ganhou fácil no primeiro turno.

Será que agora acertam com Bolsonaro e Haddad no segundo turno? Será que Alckmin não consegue uma virada? Bem temos ai mais uma semana de campanha. Tudo pode mudar e quem sabe os institutos acertem. Mas, até lá continuo na velha filosofia de que “eleição não é uma cena de momento, como mostram as pesquisas, mas sim um filme”.


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