Industrialização: fôlego que a economia necessita

O Estado de Mato Grosso é conhecido como o celeiro do país, campeão na produção de soja, milho, algodão e de rebanho bovino. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção de grãos gerou só em 2017, cerca de 58 milhões de toneladas, o rebanho bovino conta com mais de 30 milhões de cabeças, além da suinocultura que segundo o Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea/MT) conta com mais de 2,5 milhões de animais.

Com todo esse potencial, Mato Grosso precisa intensificar a industrialização, já que essa opção é a principal forma de agregar valor a nossa produção primária, garantindo assim maior geração de emprego e renda e fortalecendo outros setores como o de comércio e serviços.

Ao exportar matéria-prima, sem agregar valor, estamos exportando também empregos, que seriam gerados aqui se tivéssemos uma indústria realizando este trabalho. Quanto mais processamos matéria-prima, mais empregos diretos são gerados, em função disso, é necessário incentivar e investir no desenvolvimento industrial. Dessa forma conseguiríamos também baratear a alimentação consumida pela nossa população.

E a forma de alcançarmos esse objetivo seria a diminuição da burocracia e da regulamentação, para criarmos condições para importação de insumos utilizados na industrialização e para a exportação de produtos primários elaborados e industrializados. Cabe ao Estado proporcionar uma oferta de infraestrutura de qualidade para assim atrair investidores. Nos últimos anos fomos responsáveis por grande parte das exportações brasileiras, nosso PIB cresceu acima da média nacional e é momento de darmos este salto rumo à industrialização, e esta deve ser uma pauta constante daqui para frente.

Temos de agregar valor com inovação, tecnologia e criatividade. Pois é no setor industrial que se formam os encadeamentos produtivos, gerando além de muitos empregos diretos a fomentação indireta de empreendimentos com inovação tecnológica. Basta comparar a diferença nos valores dos produtos industrializados com os que não são. Uma tonelada de produto processado chega a custar 10 mil dólares, já uma tonelada de milho ou farelo de soja não passa de 300,00 dólares.

O momento e de agregar valor na nossa produção com menos estado, menos impostos, mais liberdade e mais empregos.

Junior Macagnam, presidente do Sindicato Intermunicipal do Comércio Varejista de Calçados e Couros de Mato Grosso (Sincalco) e empreendedor.