O transporte alternativo pede socorro

O serviço de táxi-lotação, micro-ônibus foi instituído em Cuiabá pela Lei Municipal 2.758/1990 e começou a operar nas linhas de Cuiabá na gestão do ex-prefeito Frederico Campos.

Em 2005 já na gestão do ex-prefeito Roberto França foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Sindicato das Empresas de Transporte Público Alternativo do Estado de Mato Grosso e Permissionários do Transporte Coletivo Por Táxi-Lotação Associados na época, hoje Sindicato das Empresas de Transporte Público Alternativo de Passageiros do Estado de Mato Grosso (SETA-MT) inserindo as empresas de micro-ônibus no sistema de bilhetagem eletrônica de Cuiabá operando nas linhas convencionais juntos com os ônibus. E desde então estamos operando atendendo a população que utiliza o transporte público para se locomover.

Fomos o socorro da população em muitas greves feitas por motoristas de ônibus na grande Cuiabá, somos mais que alternativas para algumas linhas em que são disponibilizados poucos ônibus ou poucos horários insuficientes para atender muitas linhas na cidade, mas com isso, os empresários donos das empresas de ônibus não têm medido esforços para nos tirar do sistema, ao invés de trabalhar em harmonia, visto que visam só o lucro e não a satisfação de quem precisa do transporte.

E agora estamos novamente enfrentando dificuldades para operar no sistema em Cuiabá. Foram tiradas pela prefeitura 8 empresas que faziam linhas convencionais a pedido dos empresários. E ainda existe um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pelo Ministério Público Estadual (MPE), por meio da 6ª Promotoria de Justiça Cível, e a Prefeitura de Cuiabá para nos próximos 12 meses, extinguir todos os contratos realizados entre empresas de micro-ônibus e a Prefeitura, até que seja feito um estudo para verificar a viabilidade do transporte coletivo alternativo na capital. Caso o estudo conclua pela inviabilidade, os micro-ônibus de Cuiabá serão retirados de linha definitivamente até dezembro deste ano.

O promotor de Justiça Ezequiel Borges alega que não foi feito processo licitatório. Só que as empresas de ônibus também estão trabalhando sem licitação com os contratos vencidos.

Não somos contra que seja feito o processo licitatório, pelo contrário quanto mais legalidade melhor, o que nós não concordamos é que tirem empresas de micro-ônibus do sistema prejudicando não só, nós que também precisamos garantir o nosso sustento trabalhando, mas também a população que já sofre por não ter outra opção a não ser ficar esperando o ônibus no ponto por horas por falta de sensibilidade do poder público.

 

Wilson Alves da Silva – vice-presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Público Alternativo de Passageiros do Estado de Mato Grosso (SETA-MT)

 


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