Muito além da papinha: dicas para a introdução alimentar de bebês

Paula Filizola | 21/07/2019 05:20:17

A partir dos seis meses, os bebês podem ser apresentados a alimentos diversos. O processo é importante para a saúde e a formação de gostos

d3sign, Getty Images

A introdução alimentar (IA) é um marco na vida de um bebê e deve ser feita a partir dos seis meses, de acordo com o Ministério da Saúde. O objetivo é que a criança vá aos poucos conhecendo os alimentos e intercalando as refeições com o leite da mãe e/ou da fórmula láctea. Até um ano, o leite continua sendo a principal fonte de nutricional, ou seja, os alimentos que estão sendo introduzidos são complementares e ainda não devem substituir o aleitamento.

Uma dica válida é que o primeiro contato do bebê com cada alimento seja feito de forma separada para facilitar a identificação de alergias e/ou sensibilidades alimentares. O ideal é que um alimento seja introduzido na dieta a cada três dias, o que facilita a adaptação do bebê aos diferentes sabores e texturas.

É natural que os pais de primeira viagem fiquem apreensivos, mas eles devem entender que, no início, é normal que o bebê coma pouca quantidade de sólidos, pois ainda está desenvolvendo a capacidade de engolir os alimentos. Pode acontecer também episódios de reflexo de GAG, que é um mecanismo de defesa do corpo para que o alimento volte para a boca. Não é um engasgo e é mais comum nos primeiros meses da introdução alimentar.

Durante o período de introdução alimentar, a comida do bebê deve ser feita exclusivamente para ele. Sem o acréscimo de sal ou açúcar, somente temperos naturais, como cebola e alho, entre outros. Leite e derivados só devem ser introduzidos aos 12 meses e a recomendação é que açúcar – mesmo as formas mais naturais – só sejam oferecidas aos 2 anos.

Além das tradicionais papinhas, que não devem ser batidas no liquidificador para não perderem as propriedades nutricionais, há diferentes formas de iniciar esse processo. Cada família deve testar o modelo que melhor se adeque. Um dos mais recentes é o método BLW. A sigla em inglês significa baby led weaning, ou seja, é um processo comandado pelo bebê.

Nesse tipo de introdução alimentar, o bebê começa a comer com as mãos alimentos cortados em pedaços não muito pequenos. É importante que o bebê já sente sem apoio, consiga segurar os alimentos com as mãos e leve o que quiser à boca, além de já ter demonstrado interesse pelo que os pais estão comendo. Até que o bebê alcance esses marcos do desenvolvimento, o método não deve ser adotado. Os alimentos duros devem ser cozidos para facilitar a mastigação e, mesmo que o bebê não tenha dentes, a gengiva também é capaz de triturar o suficiente para que ele possa engolir.

Por fim, há o método participativo, que mistura um pouco das papinhas com o BLW. Assim os pais podem experimentar um pouco dos dois processos e ver qual o bebê prefere. É importante ressaltar que mesmo os pais que optarem por comidas mais pastosas devem gradualmente ir solidificando os alimentos.

(Com informações do portal Tua Saúde)

 

Jornalista: Paula Filizola