Ex-presidente do Palmeiras esclarece mal-entendido sobre o Allianz Parque

Mário André Monteiro | 14/08/2019 18:00:30

Luiz Gonzaga Belluzzo, que foi o articulador da construção do estádio alviverde, explicou como é o contrato feito com a WTorre

Nesta semana, , presidente do Palmeiras, viralizou na internet e deu o que falar entre torcedores alviverdes e rivais. 

No bate-papo com a rádio Jovem Pan, o mandatário afirma que o Palmeiras é locatário do Allianz Parque e diz que o estádio "pertence ao parceiro" pelos próximos 30 anos - o parceiro, no caso, é a WTorre.

Diante da polêmica criada, Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-presidente do clube, falou com o iG Esporte nesta quarta-feira e tratou de encerrar qualquer mal-entendido sobre o assunto. Para ele, Galiotte se expressou mal naquela ocasião.

"Conversei com o presidente, que é um cara equilibrado. O que ele falou não era exatamente isso", disse com exclusividade. "O Palmeiras é responsável pela despesa em dia de jogo e a WTorre é a responsável pela manutenção do estádio nos outros períodos", comentou.

"O contrato é de uso de superfície. No caso do estádio, o Palmeiras fez uma concessão onde a WTorre tem o direito de usar o estádio, como fazer shows, por exemplo. As cláusulas dizem que o Palmeiras tem sempre direito a toda receita do futebol. E o clube tem participação que vai aumentando nas outras receitas, como camarote. Em shows, o Palmeiras tem participação no aluguel também", explicou.

Em janeiro de 2009, Luiz Gonzaga Belluzzo foi eleito presidente palmeirense para o biênio 2009/2010. Ele foi o articulador da construção do Allianz Parque, que substituiria o antigo Palestra Itália. 

"Ao longo dos 30 anos, o Palmeiras vai aumentando a participação. Porque existe esse período onde precisa avaliar a taxa de retorno. O Palmeiras não pagou nada na construção ou manutenção do estádio. Então está errado dizer que o Palmeiras aluga o estádio", disse.

"O contrato é muito claro, com o direito de uso de superfície", completou o ex-presidente alviverde.

Segundo Belluzzo, depois dos 30 anos, todas as propriedades do estádio retornam ao Palmeiras. "O Palmeiras hoje tem a propriedade e a WTorre tem o direito de uso. É uma relação jurídica de mão dupla. A WTorre usa a superfície para poder se beneficiar dos rendimentos, e que o Palmeiras tem uma participação crescente em porcentagem", finalizou.