Brumadinho: mortos são 165 no 18º dia de buscas. Há 155 desaparecidos

Metrópoles | 11/02/2019 18:30:05

Socorristas contam com ajuda de retroescavadeiras para vasculhar a lama e localizar cadáveres

O número de mortos com o rompimento da barragem da mineradora Vale na Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG) chegou a 165. Nesta segunda-feira (11/2), completaram-se 18 dias de buscas desde a tragédia. Há 155 desaparecidos, segundo informou a Defesa Civil.

As autoridades responsáveis pelas buscas no município mineiro não fizeram nenhuma atualização a respeito do número de mortos. Na quinta-feira (7/2), último dia que foram divulgados boletins, os esforços de buscas por corpos e sobreviventes foram prejudicados pela forte chuva que caiu na região, o que impediu helicópteros de decolarem logo cedo.

O Metrópoles mostrou que, neste domingo, Bombeiros encontraram indícios de ao menos três novos corpos na região onde havia um lago, muito perto do refeitório da Vale.

As equipes tiveram que fazer o trabalho a pé. Agora, os socorristas contam com ajuda de retroescavadeiras para vasculhar a lama e localizar cadáveres. Além disso, estão sendo adotados os chamados veículos anfíbios, que podem procurar resquícios em regiões com muita água.

Se em um primeiro momento as autoridades do município concentraram seus esforços no atendimento à população, agora já falam na reconstrução de Brumadinho. Segundo o prefeito da cidade mineira, Avimar de Melo, a prefeitura negocia com a Vale e um fundo canadense um aporte para as obras.

Equipamentos para o IML A Vale, por sua vez, anunciou a compra de equipamentos para o Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte (MG), que trabalha na identificação das vítimas: Brumadinho fica na região metropolitana da capital mineira. De acordo com a empresa, já foi instalado no IML um flat scan, que custou R$ 1,3 milhão e permite escanear raios X para laudos periciais.

Já a Polícia Federal abriu investigação sobre o possível acúmulo de água e falhas de drenagem e de segurança na mina. Nesta quinta, deixaram a cadeia os funcionários da Vale e engenheiros de empresa terceirizada que atestaram a estabilidade da estrutura: a liberdade foi determinada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) nessa quarta (6).

Jornalista: Da Redação