QUENTE DEMAIS

Calor bate recorde em Cuiabá; semana continua quente e seca

Temperaturas de 36°C a 38°C foram observadas em muitas áreas de Mato Grosso

Redação 24 Horas News | 09/08/2017 00:19:22
Tchélo Figueiredo

A tarde desta terça-feira, 8 de agosto, passou a ser a mais quente do ano até agora em Cuiabá. A temperatura máxima foi 38,5°C, segundo o INMET. O recorde anterior era 38,1°C, em 11 de janeiro deste ano.

Em 2016, a temperatura chegou aos 40,0°C no dia 18 de agosto.

Temperaturas de 36°C a 38°C foram observadas em muitas áreas de Mato Grosso, pelas medições do Instituto Nacional de Meteorologia, a maior temperatura no país no dia 8 de agosto foi 38,7°C em Poxoréu, a 240 Km da capital. A segunda maior temperatura ocorreu em Cuiabá.

Calor continua

A semana segue extremamente quente no Centro-Oeste. Não há expectativa de entrada de ar polar sobre a região, pelo menos até o sábado. No domingo, ventos frios de origem polar chegam ao Mato Grosso do Sul e deixando o dia menos quente. O ar refresca mais entre os dias 14 e 16 de agosto, mas depois volta a esquentar.

No oeste e no sul de Mato Grosso, estes ventos de origem polar também vão diminuir o calor entre os dias 14 e 16, mas em seguida a temperatura sobe novamente. Calor de 40°C poderá ser observado ainda em agosto em Mato Grosso.

Baixa umidade do ar continua

A umidade relativa do ar está baixa em Cuiabá. O motivo é a intensificação da massa de ar seco que atua no Estado nos últimos dias. Sobretudo, os índices previstos para esta semana, especialmente no período da tarde, devem ficar em torno de 20% em algumas cidades, conforme o CPTEC/INPE. O resultado é uma série de complicações à saúde, principalmente respiratórias, que impactam diretamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Cuidados

A Defesa Civil de Cuiabá está orientando a população a se resguardar durante o período de baixa umidade relativa do ar. As recomendações feitas seguem as diretrizes determinadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), para enfrentar a época mais quente e seca do ano, prezando por uma melhor qualidade de vida do cidadão. 

De acordo com a Defesa Civil, Cuiabá está há mais de 70 dias sem chuvas significativas, com o registro mais recente datado nos dias 22 e 23 de maio, acumulando 15,2mm de água.

Este hiato marcado por dias mais secos tem permitido que a umidade relativa do ar alcance baixas entre 20% e 30%. Para o diretor de Proteção e Defesa Civil do município, Paulo Wolkmer, é fundamental ficar atento às quedas deste índice, considerando as indicações necessárias para a preservação da saúde.

“É importante pontuar que a OMS estabelece que o nível considerado o mínimo ideal para a umidade é de 60%. Até 30%, a organização identifica que o município se encontra em estado de tolerância. As preocupações mais significativas surgem a partir desta queda mais brusca, quando o índice reduz para a faixa de 30% a 20%. Nestas circunstâncias, é prudente evitar exercícios físicos ao ar livre entre os horários correspondentes das 10h às 16h. Umidificar ambientes é também uma recomendação crucial para amezinhar as consequências, através de vaporizadores de ar, toalhas molhadas e recipientes com água. Além disso, a ingestão maior de líquidos garante uma boa hidratação, que deve ser aliada a uma exposição menor ao sol”, afirmou.

Em se tratando de indicadores ainda mais baixos, com a umidade relativa do ar disposta entre 20% e 12% – considerado estado de alerta – ou até mesmo inferior à mínima (intitulado estado de emergência), os cuidados devem ser ainda mais específicos. Dentre as recomendações é também aconselhável evitar aglomerações e ambientes fechados, bem como a hidratação de olhos e narinas com soro fisiológico, conforme pontuou Wolkmer.

“Quando a umidade atingir o estado de alerta, a população deve seguir todas as diretrizes já determinadas, suprimindo os exercícios físicos e trabalhos pesados ao ar livre entre os horários das 11h e 15h. Com o índice alcançando 12% para menos, as circunstâncias são ainda mais delicadas e em casos dessa natureza as restrições incluem também a possível interrupção imediata de toda e qualquer atividade externa entre às 13h e 15h. Estas recomendações, quando seguidas, vão permitir que este período mais sensível vivido pela Capital possa ser enfrentado com maior tranquilidade por nossa população”, concluiu o diretor.  

 


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