ÚLTIMOS SUSPIROS

DRE faz trabalho sério e identifica os "chefes" dentro de uma "guerra" sem precedentes

Trindade/Da Redação - COm Assessoria | 27/04/2017 14:06:53

A Polícia está fazendo um de seus maiores e melhores trabalhos na "guerra" contra o tráfico de drogas

Foto: Divulgação. Além das prisões de traficantes, a DRE também vem apreendendo muita droga e identificando os "chefes"

ÚLTIMOS SUSPIROS - Um trabalho de base, sério, dentro de uma investigação de quase um ano, começa a dar resultados positivos. Policiais de dois Núcleos da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), com apoio da Diretoria Geral de Polícia Civil, e, principalmente da alta cúpula da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), vem tirando de circulação, não apenas drogas, mas também prendendo pequenos traficantes, recrutados por traficantes, mas também chegando aos grandes fornecedores der drogas, responsáveis pelo abastecimento de entorpecentes na Capital, em Várzea Grande (Grande Cuiabá ) e na Baixada Cuiabana.

Minando os pequenos e identificando os “chefes”, conhecidos líderes de organizações criminosas, a Polícia Civil tem conseguido baixar, não apenas a venda no “varejo” e no “atacado” de drogas, mas também trazendo para baixo os outros crimes, principalmente os homicídios, que caiu mais de 50% nos últimos anos.

Crimes de homicídio, ou execução, conhecidos como “acerto de contas” ou “queima de arquivo”, cujos mandantes são, e sempre foram os líderes do trafico de droga, na Capital e em todas as cidades do interior de Mato Grosso. Uma realidade conhecida pela Polícia, que sempre soube, que de cada dez casos de assassinatos, pelo menos oito estavam na conta do tráfico de drogas.

Crimes de homicídio orquestrados e ordenados de dentro para fora das penitenciárias e cadeias públicas de Mato Grosso. Assassinatos também conhecidos como “guerra entre bandidos” pelo poder dos melhores pontos de compra e venda de maconha, cocaína, pasta base de cocaína e outras drogas ilícitas. É a Polícia mexendo na ferida dos bandidos, principalmente dos “chefes”

GUERRA CONTINUA

Uma organização criminosa que distribuiu mais de 2 toneladas de drogas, especialmente maconha, nos últimos nove meses nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e região foi desarticulada na “Operação Halitus", deflagrada na manhã desta quinta-feira, 27, pela Polícia Judiciária Civil, em investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE).

Desde o amanhecer, 154 policiais civis (14 delegados e 140 investigadores e escrivães), foram para bairros das duas cidades para cumprir 15 mandados de prisão preventiva e 31 buscas e apreensão, em pontos mapeados na venda ilícita de entorpecentes, as chamadas bocas de fumo.

A investigação da DRE iniciou há 9 meses levando a prisão, do começo do trabalho até o reta final da operação, 40 traficantes que atuavam fortemente na distribuição e comércio de maconha na região metropolitana.

Dos presos, 22 foram em decorrência de 15 flagrantes de apreensão de carregamentos de maconha, lavrados ao longo da investigação, e 13 pessoas presas por mandados de prisão preventiva e outras 05 em flagrantes, nesta quinta-feira.

"Essa operação é fruto de um trabalho da DRE, desenvolvido pelo Núcleo Operacional (NO) e o Núcleo de Inteligência (NI), que resultaram em diversas ações nesses últimos nove  meses, quando identificamos um grande grupo criminoso voltado para o tráfico de entorpecentes com residências nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande", disse o delegado que preside a investigação,  Ferdinando Frederico Murta.

Na operação desta quinta-feira, também foram presos em flagrante pessoas surpreendidas pelos policiais com  drogas, balança de precisão, armas de fogo, rádio comunicador, dinheiro e celulares, que configuram o tráfico. O material ainda está sendo catalogado, assim como a quantidade de pessoas que serão autuadas.

De acordo com Frederico Murta, a investigação iniciou com a identificação de traficantes do bairro Costa Verde, em Várzea Grande. "A medida que foi aprofundando, constatamos que se tratava de uma organização bem maior. No final dos trabalhos, chegamos a 54 indivíduos associados para o tráfico de drogas", frisou.

O delegado titular da DRE, Vitor Chab Domingues, pontuou o trabalho qualificado pela equipe da Especializada. "Um trabalho árduo feito com muito profissionalismo, que resultou nessa grande ação hoje que  contamos com apoio de várias delegacias da Diretoria Metropolitana e Atividades Especiais", elogiou.

OS LÍDERES

A organização com 54 pessoas identificadas tinha como articuladores do esquema de tráfico de drogas, os suspeitos Jeferson Silva Rondon, preso no Residencial Coxipó, e Vinícius Santos Amorim, localizado no bairro Parque das Nacões, ambos em Cuiabá. Os dois são considerados os maiores distribuidores de maconha na Capital e em Várzea Grande, e tiveram mandados de prisão cumpridos na operação "Halitus".

A dupla era responsável por toda a logística de transporte de drogas, desde a região da fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai até a chegada em Cuiabá.  “O transporte era realizado por meio de veículos automotores, que deslocavam-se pelas principais vias de acesso com grandes carga de droga, sempre com apoio de outros veículos fazendo trabalho de ‘batedor’, evitando assim as abordagens policiais”, explicou Ferdinando Frederico Murta.

MOVIMENTAÇÃO

A movimentação da quadrilha era intensa. Em um dos carregamentos de maconha trazida do Paraguai, a Polícia Civil apreendeu 620 quilos, distribuídos em 517 tabletes transportados dentro de um veículo Gol prata. A apreensão ocorreu no dia 9 de janeiro, no km 23 da Rodovia Emanuel Pinheiro, de acesso ao município de Chapada dos Guimarães (76 km ao Norte).

A droga estava dentro de um veículo Gol, prata, conduzido por Everton Faraji de Andrade, 24 anos, que  vinha com auxílio de uma Fiat Strada, dirigida por Danilo Rodrigues Nunes, 24 anos. A picape agia na condição de “batetor”, à frente do Gol.

O automóvel Gol estava totalmente abarrotado de tabletes, espalhados por todos os compartimentos como porta-malas, bancos traseiros e as laterais. Quando os policiais abriram a droga começou a cair.

Seis veículos foram apreendidos durante os trabalhos da especializada.

Conforme o delegado, a movimentação financeira será objeto da próxima fase da operação, junto ao Laboratório de Tecnologia de Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-D). "Temos informações que movimentavam bastante. Mas ainda não temos o valor de capital que giravam. Esse trabalho contábil será feito de agora adiante", disse.