Rio-Niterói: Witzel agradece ação da polícia e critica oposição

Tácio Lorran | 20/08/2019 10:21:23

Governador disse que a morte do sequestrador "não era a melhor solução possível", mas que evitou vítimas inocentes

Tomaz Silva/Agência Brasil

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, agradeceu a ação da polícia, que executou o homem que sequestrou um ônibus e fez passageiros reféns na ponte Rio-Niterói, na manhã desta terça-feira (20/08/2019). O líder do Executivo estadual aproveitou a oportunidade para criticar a oposição e afirmou que policiais não estão matando inocentes.

O drama de dezenas de passageiros que foram feitos reféns começou às 5h30 desta terça. Por volta de 9h, o homem ainda não identificado desceu do coletivo e jogou uma mala para os policiais. Quando ia subir a escada, foi atingido. Em seguida, agentes cercaram o coletivo, e uma maca foi levada para o local. As pessoas que estavam próximas à área aplaudiram a ação dos policiais. Witzel confirmou a morte do sequestrador.

“Essa solução infelizmente não era a melhor possível. O ideal era que todos saíssem com vida, mas tivemos que tomar a decisão de salvar os reféns”, explicou o Witzel. Ele chegou ao local por volta das 9h30 da manhã, minutos após a ação da polícia. “Foi um trabalho muito técnico da polícia militar. Usando os atiradores de elite, escolheu a melhor oportunidade”, destacou.

Witzel aproveitou a oportunidade para criticar opositores. O governador tem sido cobrado pelas mortes em ações policiais, que cresceram 15% nos primeiros seis meses deste ano. “Partidos de oposição estão mentirosamente dizendo que a polícia está matando”, ponderou.

“Muitas vezes a população, algumas pessoas não entendem o trabalho da polícia que às vezes tem que ser dessa forma. Se não tivesse abatido esse criminoso, muitas vidas não seriam poupadas, e isso está acontecendo nas comunidades. Eles estão de fuzil nas comunidades, aterrorizando”.

O governador disse ainda que o Estado prestará atendimento tanto às vítimas como à família do atirador. Ele disse já ter acionado a secretaria de Vitimização. “Um dos familiares dele [sequestrador] pediu desculpas. A mãe estava muito abalada. Vamos também cuidar da família dele, tentar entender o problema para que outros não ocorram”, comentou.

O líder do Executivo do Rio de Janeiro afirmou que os atiradores que participaram da ação serão condecorados. Os nomes deles não serão revelados por motivo de segurança. Segundo Witzel, o trabalho da polícia foi muito técnico. “Meu papel como governador é fazer com que tudo funcione, e funcionou”, destacou Witzel.

EntendaUm homem armado fez passageiros de um ônibus da Viação Galo Branco reféns na ponte Rio-Niterói, na manhã desta terça-feira, de acordo com a Polícia Militar do Rio de Janeiro. A ponte foi totalmente interditada desde as 6h. Agentes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar, do Batalhão de Operações Policiais Especiais e do Corpo de Bombeiros cercam o veículo, que está parado na pista.

Segundo a PRF, acredita-se que 17 vítimas estavam dentro do coletivo com o sequestrador. As informações são preliminares. Até o momento, seis reféns foram liberados: quatro mulheres e dois homens. Uma dessas mulheres, a última a ser libertada, por volta das 8h20, passou mal e desmaiou ao deixar o ônibus.

O sequestrador foi morto por snipers (atiradores de elite) por volta das 9h desta terça, encerrando, assim, o drama de dezenas de passageiros que eram feitos reféns desde as 5h30. De acordo com a PRF, 37 vítimas estavam dentro do veículo com o sequestrador.

Ao longo da manhã, ele liberou seis passageiros. A porta-voz da PRF, Sheila Sena, responsável pela operação, disse que o sequestrador se identificou como policial militar. A PM, no entanto, não confirma essa informação. O criminoso também ameaçou jogar gasolina no ônibus.

Jornalista: Tácio Lorran