"AMIGO" HOMOFÓBICO

Travesti escapa da morte ao ser atacada por grupo homofóbico; fratura perna e braço e tem pulmão atingido

Segundo a Polícia, o caso aconteceu na noite deste sábado, 11, no bairro Bom Jardim, em Sinop. A vítima estava em companhia de uma cunhada e amigas, quando passou a ser hostilizada pelo grupo, inclusive com palavras ofensivas e preconceituosas

Trindade/Redação 24 Horas News | 14/11/2017 15:18:38
Foto: Ilustração

HOMOFOBIA PURA – Pauladas e facãozadas fraturaram braço esquerdo e na perna direita de um travesti em Sinop (Norte, a 500 quilômetros de Cuiabá). A vítima foi identificada Júlia Matos, de 18 anos, chegou a ficar hospitalizada em estado grave, mas já recebeu alta médica. Júlia foi vítima de um grupo de sete homofóbicos anda não identificado. Ela sofreu, além das fraturas, um golpew de faca que atingiu o pulmão.

Segundo a Polícia, o caso aconteceu na noite deste sábado, 11, no bairro Bom Jardim, em Sinop. A vítima estava em companhia de uma cunhada e amigas, quando passou a ser hostilizada pelo grupo, inclusive com palavras ofensivas e preconceituosas.

 Ainda traumatizada, mas agora bastante consciente, Júlia conta que o grupo “começaram a me xingar de viado, dizendo que iam me atropelar e me matar, que era para quebrar o viado’”.

 A conta ainda que ela e as amigas seguiram em frente até uma pastelaria, e na volta encontraram um dos integrantes do grupo já armado com um facão. Logo surgiram outaras seis pessoas qe as agressões aumentaram.

 Júlia conta ainda que conhece um dos acusados, principalmente um rapaz com quem ela foi amiga de infância. Ela afirma que “nunca tive nenhum desentendimento com esse o rapaz. Também desconheço os motivos das agressões. Só sei que foi ele quem começou o ataque”.

 “Eu conhecia esse rapaz da infância, nunca tive nada com ele nem problema nenhum. Não sei o que aconteceu [motivação]”, completou Julia.

INVESTIGAÇÕES

As informações são do Grupo Estadual Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH), da Secretaria de Segurança Pública (Sesp/MT).

Conforme o GECCH, que acompanha a situação, Júlia fará exame de corpo de delito. A Polícia Civil já começou a investigar e tenta localizar os agressores.

 Segundo o major da Polícia Militar (PM) Ricardo Bueno, secretário do GECCH, um Boletim de Ocorrência (BO) foi registrado como tentativa de homicídio. Para ele, fica claro a motivação por homofobia. A Polícia Civil de Sinop abriu uma investigação e já identificou o rapaz que iniciou as agressões.

CONHECIDOS - A vítima passou a se vestir com roupas femininas há pouco tempo. O rapaz que começou as agressões é conhecido dela e começou a xingá-la de ‘viado’. Pelos termos que ela colocou no BO “peguem o viado, vamos matar o viado”, fica claro a agressão por homofobia”, afirmou o major.

 


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