TSE nega pedido de Cid Gomes para suspender propaganda de Bolsonaro

Metrópoles | 18/10/2018 21:40:04

Horário eleitoral do candidato do PSL exibiu vídeo em que o senador eleito pelo Ceará critica duramente os petistas: “Babacas”

O ministro Luís Felipe Salomão, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta quinta-feira (18/10) um pedido do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) para suspender a veiculação de uma propaganda do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, em que é exibido vídeo do pedetista com duras críticas ao PT.

Em ato político realizado em Fortaleza (CE), na última segunda (15), Cid disse que o PT deveria fazer uma autocrítica e assumir que fez “muita besteira” para não “perder feio” de Bolsonaro.

O pedetista foi vaiado pela plateia, que começou a gritar o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato. Cid rebateu chamando alguns dos participantes de “babacas”.

Cid Gomes alegou ao TSE que, da forma como está sendo veiculada, a propaganda passa a falsa imagem” de que o senador eleito estaria declarando apoio ao candidato Bolsonaro. “Quando nem de longe isso seria verdade”, ressaltou.

Alegando questões processuais, Salomão concluiu que Cid Gomes não tinha legitimidade para apresentar a representação contra a propaganda de Bolsonaro, já que ele disputou a eleição para uma cadeira do Ceará no Senado Federal e já foi eleito, enquanto Bolsonaro disputa o segundo turno das eleições presidenciais.

“Assim, penso que carece de legitimidade ativa o representante (Cid Gomes) para ajuizar a representação, porquanto assume condição jurídica de candidato – eleito – em circunscrição diversa pela qual os representados (Jair Bolsonaro e sua coligação “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”) concorrem ao pleito. Ante o exposto, julgo extinta a representação, sem resolução do mérito”, concluiu Salomão.

Jornalista: Agência Estado


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