MT tem 5 leilões programados para o último trimestre de 2018

Redação 24 Horas News | 17/02/2018 23:00:14

O calendário de concessões e privatizações federais este ano concentra no último trimestre operações que somam investimentos de R$ 45 bilhões. Para economistas e especialistas do setor de infraestrutura, no entanto, é pouco provável que esses leilões de fato sejam realizados este ano. Primeiro, porque a programação coincide com o período eleitoral, de grandes incertezas políticas. Também pesam contra os processos de audiência pública, auditorias do Tribunal de Contas da União (TCU) e trâmites burocráticos de licenciamento ambiental. Esse conjunto de fatores deve empurrar o cronograma para 2019.

“Esse calendário não é viável. Estamos falando de investimentos pesados e complexos, que demandam estudos aprofundados. O investidor precisa traçar cenários, mas ele nem sabe o que virá em outubro”, comenta Paulo Lins, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre FGV). “Acredito que nada disso acontecerá neste ano. Tudo vai parar perto das eleições.”

Para Adriano Pires, presidente do Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie) e professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), parte dos projetos previstos pelo governo só tem chance de avançar no último trimestre do ano se houver candidaturas de peso à Presidência da República alinhadas aos planos do governo. “O calendário político vai ditar isso. Os investidores não são bobos. Tudo depende do candidato que estiver liderando as pesquisas.”

Em Mato Grosso as concessões são entre rodovias e aeroportos, na BR 364 entre Porto Velho (RO) a Comodoro (MT) e para os cinco aeroportos no Estado: Marechal Rondon em Várzea Grande, Piloto Oswaldo Marques Dias em Alta Floresta, Presidente João Batista Figueiredo em Sinop, o de Barra do Garças e de Rondonópolis.

Ainda há sérias dúvidas sobre a viabilidade de oferta de outros empreendimentos estratégicos, como a Ferrogrão, que tem previsão de ser concedida no segundo trimestre.

A construção da ferrovia que ligaria Mato Grosso com o Pará, está estimada em R$ 15 bilhões. A etapa de consulta pública foi concluída pelo governo, mas o TCU não tem ainda parecer prévio sobre o projeto.

(Com informações do O Estado de S.Paulo)